20/01/2012

E você já abraçou outro alguém como me abraçava, já amou outro alguém como dizia que me amava, já chamou outro alguém de sua mulher ou de seu amor. Já quis proteger alguém como costumava me proteger… Esse lugar no teu peito, alguém já deitou por mais tempo que eu, e talvez ela fazia mais parte dele do que eu. E talvez eu nem faça parte de nada. Foi só empolgação. Uma lacuna.

Você costumava sorrir mais, contar mais histórias, me olhar mais, ficar tímido por mais vezes, levantar as mãos na altura das minhas bochechas e fechá-las sozinhas no ar, com força, num gesto de “caralho, como gosto de ti!” com tanta profundidade que enchia meus olhos de lágrimas, como agora, só que com outro sentido, não esse, um mais gostoso, mais suave, mais intrigante e com mais ansiedade. E eu vejo isso se acabando.
Me
acabando.

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